Nos dias 24 e 25 de junho, participamos do Social Media Brasil, um dos maiores eventos da área do país. Durante os dois dias, foram discutidos cases, eleições, esportes no Twitter, o tão comentado “cala a boca Galvão”, mídias sociais para empresas, PR 2.0, ROI, social games, entre outros. Como foram muitos temas discutidos e várias palestras simultâneas, separamos as principais dicas e informações passadas no evento:
1. O objetivo do seeding é disseminar informações onde o usuário está;
2. Social Media não é a solução de todos os problemas, comunicação integrada é o presente e o futuro;
3. O mobile está em constante crescimento, a tendência é que os modelos de negócios que estão na web passarão para o mobile;
4. Outra tendência é que a Classe C, D e E vai preferir comprar um celular com acesso as redes sociais do que um notebook;
5. Os sites mais acessados no Brasil são de redes sociais, depois música, esportes, jogos online, lazer, páginas pessoais, chats e compras;
6. Antigamente as pessoas dedicavam a maior parte do tempo ao Orkut, hoje o usuário divide seu tempo com várias redes;
7. O marketing social se transformou em ferramenta de negócios;
8. Promova sua redes sociais através de links sociais, widgets, microsites com os links dos canais, e-mail marketing, entre outras ferramentas;
9. Planeje o conteúdo que irá postar nas redes sociais, pense no tipo de conteúdo, quais as melhores ferramentas, periodicidade e assuntos;
10. Não use a mesma estratégia para diferentes canais. Exemplo: o Twitter é mais relacionado ao compartilhamento de links e a interações. O Facebook possui mais ferramentas como fotos, vídeos e posts;
11. Recompense seus seguidores, ofereça valores para quem está te seguindo, publique conteúdo relevante;
12. Não use mídias sociais se você não tem senso de humor, se não pode falar abertamente, não tem cultura social, só pensa em vender, leva as informações muito para o lado pessoal, entre outros;
13. Mídias sociais são ferramentas e não estratégias;
14. Através das mídias sociais, é possível transformar pequenas idéias em projetos maiores;
15. No planejamento de um canal em mídias sociais, analise onde seu público alvo está, o que ele discute na rede e as mídias sociais que ele frequenta;
16. Sobre PR 2.0, antigamente relações públicas era visto como o relacionamento do profissional com jornalistas, hoje em dia, com as mídias sociais, isso mudou, além dessa interação com jornalistas, também é necessário o relacionamento com a comunidade;
17. Trabalhar com mídias sociais não é apenas criar um perfil nas redes, é promover o relacionamento por meio dessas mídias;
18. O podcast é uma mídia social e um meio de comunicação de nicho. Várias rádios já gravam seus programas neste formato e algumas empresas já começaram a utilizar esse tipo de mídia. Exemplos de podcasts do evento: Guanacast, SearchCast, Escriba Café e Nerdcast;
19. Para pode identificar o ROI em mídias sociais, primeiramente é necessário identificar o objetivo dessa mensuração: financeiro, reputação, interação ou identificação de lídres de opinião;
20. Qualquer um pode criar um blog, a diferença do blogueiro amador e o profissional é o comprometimento;
21. Não guarde informações, compartilhe conhecimento;
22. “Socialcast: Interação é a nova audiência” – via Marcelo Coutinho;
23. O usuário só compra algum recurso nos jogos sociais se ele tiver um retorno justo;
24. Em um planejamento de mídias sociais, use a experiência do usuário a seu favor;
25. As redes sociais são ambientes de interação e não de participação;
Estatísticas:
26. O e-commerce movimenta 1,8 bilhões de internautas;
27. Celular é o 2º aparelho em item de intenção de compra do brasileiro, atrás apenas da TV. Notebook está em 3º;
28. Atualmente, apenas 1/3 dos brasileiros possui acesso a web no Brasil;
29. 86% dos brasileiros estão em redes sociais;
30. Os dispositivos móveis no Brasil possuem 93,8% de penetração;













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Compartilho o texto do blog de Alex Primo sobre´Social Media:
“As empresas não estão preparadas para as mídias sociais”. Nem eu. Nem você.16Jun
2010 por Mariana Oliveira
Redatora
“As empresas não entenderam as mídias sociais”, “Como as empresas estão se adaptando às redes sociais”, “5 passos para bombar sua marca nas mídias sociais”. Quantos títulos assim você lê por dia?
De fato, as empresas não estão preparadas. Já deu pra perceber que o processo é mais amplo do que simplesmente fazer uma conta no Twitter e sair postando. Aparentemente, a maioria das empresas não entendeu qual é a sacada das mídias sociais. Mas permita-me lhe contar um segredo: você também não. E nem eu, e nem qualquer um desses milhares de especialistas em social media que brotam de todos os cantos.
A questão é que essa dita “revolução” causada pelas ferramentas da web 2.0 é novidade pra todo mundo e, considerando que a cada dia surgem novidades na área, ninguém está completamente ciente do que fazer, do que dá certo, de como engajar as pessoas em torno de sua marca através do online. O que existe são tentativas, estratégias, planos, estudos detalhados que envolvem o planejamento estratégico da empresa (que servem tanto para o online quanto para o offline). Estes fatores, aliados, podem fazer com que a ação da empresa nas “mídias sociais” tenha sucesso – ou não. A rede é imprevisível.
Ainda não temos como calcular e prever os resultados exatos de uma ação em social media. É claro que alguns passos podem dar o tom do planejamento, mas no fim das contas, nunca se sabe como a rede irá reagir. Existem diversas campanhas que “teriam tudo” pra viralizar. Em compensação, quem é que explica o fenômeno do Rick Roll?
Lembro que quando o Google Buzz foi lançado, em menos de 15 minutos alguém tuitou: “Consultor Sênior em Google Buzz, com larga experiência de mercado e resultados comprovados para a sua marca”. Foi uma piada, é claro, e isso representa bem o que chamamos em um último post de vulgarização do marketing digital. Ao mesmo tempo que está todo mundo experimentando e testando as melhores práticas em social media, muita gente ainda enche a boca pra falar “a empresa tal não entendeu as mídias sociais”. Nem eu. Nem você. Bingo!
É evidente que, como qualquer área, há pessoas/empresas que são referências em Social Media. São aqueles cases que encantam nossos olhos em palestras e infográficos por aí. Ainda assim, estas pessoas/empresas estão totalmente passíveis de experimentação e erro. Um exemplo é a Dell, que é referência em Social Media de 9 entre 10 palestras, mas que eu já pedi um simples descadastro do mailing umas 4 vezes e ainda não fui atendida. Por causa disso ela deixa de ser referência? É claro que não.
Em compensação, está ocorrendo uma supervalorização das mídias sociais nesse sentido. Veja bem, não estou dizendo que elas não são importantes, mas creio que APENAS estratégias digitais não salvam empresa nenhuma. E que Social Media não é o umbigo do mundo. Tem que ter muita coisa no backstage pra dar certo: não adianta um banco ter um perfil de Twitter super bacana se o internet banking não funciona. Sabe aquela coisa de limpar a casa antes de abrir? De fato as empresas estão nuas – e a máxima do teto de vidro se torna cada vez mais real. O que só prova que não basta fazer uma promoção de RT para estar “na onda das mídias sociais”.
Não estou querendo dizer que Social Media é um bicho de sete cabeças. Pelo contrário, pelo menos pra mim a fórmula poderia ser mais simples do que parece: relacionamento + conteúdo. O problema é o COMO fazer. E isso estamos aprendendo juntos – já temos diversos cases que comprovam a eficácia de ações bem planejadas em mídias sociais. Ou melhor, tem gente disposta a aprender, e tem gente que apenas defende seu ponto de vista e reclama que os outros estão fazendo errado.
Em que grupo você se encaixa?
http://www.interney.net/blogs/alexprimo/2010/06/16/as_empresas_nao_estao_preparadas_para_as/
Olá Luiz, tudo bom?
Obrigada pela visita e por compartilhar esse ótimo texto do Alex Primo, que realmente tem tudo a ver com o Social Media Brasil, a maioria das dicas apresentadas no evento foram experimentações que deram ou não certo, todos temos um pouco a aprender com elas. Mídias Sociais é um campo mito recente, então dizer que há vários especialistas na área poderia realmente ser um equívoco, alguns sabem mais e outros um pouco menos, mas estamos todos aprendendo.
Abraços!
O post já tem um tempinho, mas o conteúdo continua interessante e válido.
Muito bom!
Obrigada Rafael!
Abraços!